Betty não podia comer: O controlo e as humilhações de Castelo Branco
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Decorreu esta terça-feira, 6 de outubro, mais uma sessão do julgamento por violência doméstica agravada de José Castelo Branco no Tribunal de Cascais. Foram ouvidas várias testemunhas da acusação entre eles Abel Dias, amigo próximo de Betty Grafstein, e ainda uma antiga empregada do casal.
De acordo com a SIC Notícias, Abel Dias revelou que presenciou ataques verbais e comportamentos controladores e de domínio.
Já a ex-funcionária, que trabalhou em casa do casal entre 2008 e 2010, disse que existiam também discussões entre os dois e que o socialite obrigava Betty a fazer dietas rigorosas para se manter magra.
Estas duas testemunhas referiram que não presenciaram agressões físicas.
Ainda de acordo com o canal, durante a tarde foram ouvidos administrativos do Hospital CUF, onde Betty esteve internada vários meses após um alegado empurrão por parte do marido em abril de 2024.
O testemunho de Maria da Luz Moreira, antiga funcionária do casal. Castelo Branco não deixava Betty comer
Segundo o JN, Maria da Luz trabalhou na casa dos dois, em Nova Iorque, e revelou que o marchand d'art não deixava a mulher comer para que ela não engordasse.
"[Betty] atacava o frigorífico quando Castelo Branco adormecia", confessou, explicando mesmo que uma vez encontrou Betty em cima de um escadote a tentar tirar comida do frigorífico. Para além disso, Maria da Luz referiu que o socialite dizia que a mulher estava tão gorda que a roupa já não lhe servia.
Para além do controlo sobre a comida, Betty era ainda obrigada a usar maquilhagem contra a sua vontade, revelou a antiga empregada. Maria da Luz relatou também um episódio em que os dois tentaram vestir um vestido justo a Betty. "Estava a ver que lhe partíamos os braços", pode ler-se na publicação.
Abel Dias revela: "Ele chamava-lhe velha"
O amigo de Betty falou com os jornalistas à saída do tribunal e confessou:
"O tratamento dele para ela era quase de empurrão. [...] Ele era assim também com a mãe, vi e chamei-lhe a atenção. Ele queria que ela fosse magra, que ela se pusesse direita. «Parece o corcunda de Notre Dame» [dizia Castelo Branco a Betty], simpático, não é? Com alguns amigos chamavam-lhe «velha»", explicou, segundo a SIC Notícias.
"Nunca conheci ninguém tão mau". Betty quebra o silêncio em julgamento
No passado dia 29 de setembro, Betty deu o seu depoimento, por videoconferência a partir dos Estados Unidos, onde explicou que foi agredida várias vezes durante os 30 anos em que estiveram juntos.
"Oh meu deus. Ele agredia-me tantas vezes [...] Socos, fui esmurrada. Eu nunca sabia onde é que ele me ia atingir", referiu, acrescentando que era "em todo o lado, com tanta frequência, tantas vezes" e "principalmente murros".
"Eu nunca conheci ninguém tão mau neste mundo", referiu a socialite citada pelo CM. "[Ele] é um maníaco, a pessoa mais malvada que poderão encontrar na vossa vida", acrescentou Betty, citada pelo Jornal de Notícias, dizendo ainda que teve "medo que ele a matasse".