Governo italiano compromete-se a combater o antissemitismo no país
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"Em 07 de outubro de 2023, os ataques terroristas do Hamas resultaram no massacre de homens, mulheres e criança. Jovens reunidos num evento musical foram atacados e pessoas inocentes foram arrancadas às suas famílias e levadas para o cativeiro", disse Meloni num comunicado.
"Hoje, recordamos as vítimas desta barbárie e reafirmamos a nossa solidariedade aos seus entes queridos, àqueles que sofreram o horror do rapto, e ao povo de Israel", declarou.
"O passar do tempo não atenua a gravidade destes crimes. Nenhuma causa pode justificar o massacre deliberado de inocentes. Recordá-lo significa também renovar o compromisso contra todas as formas de antissemitismo", acrescentou.
No entanto, sublinhou também que, "em nome da proteção de toda a população civil afetada, não podemos ficar indiferentes perante o sofrimento dramático e inaceitável dos habitantes de Gaza, nem perante a crescente violência de que são vítimas civis palestinianos na Cisjordânia".
"É preciso acabar com a espiral de violência", referiu a primeira-ministra.
Meloni acrescentou que "a Itália continuará a trabalhar por uma paz que garanta segurança aos israelitas e um futuro de liberdade e dignidade aos palestinianos, com a perspetiva de dois Estados que convivam lado a lado dentro de fronteiras reconhecidas. Um futuro em que o terrorismo não tenha lugar e nenhuma criança necessite de crescer no medo e no ódio".
Em 07 de outubro de 2023, o Hamas liderou um ataque ao território israelita que provocou mais de 1.200 mortos e cerca de 250 sequestrados. Na sequência desses ataques terroristas, Israel iniciou uma guerra que devastou a Faixa de Gaza e causou mais de 74.000 mortos.
Um comité de peritos independentes da ONU, bem como organizações israelitas de direitos humanos e entidades internacionais como a Amnistia Internacional (AI), concluíram que as ações de Israel na Faixa de Gaza constituem um genocídio contra o povo palestiniano.